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A importância do endocrinologista na gestação

Publicado 09/09/16

A gravidez é um período de muitas transformações e uma das principais mudanças ocorre com os hormônios. Cada um deles tem sua função e importância durante a gestação, por isso é necessário mantê-los nos seus níveis adequados e, assim, a mãe e o bebê se sentirão bem durante toda a gravidez e pós-parto. Nesse sentido, uma consulta com um endocrinologista é esclarecedora e muito importante.

 “Cada mulher apresenta diferentes aspectos metabólicos, nutricionais e fisiológicos, que necessitam ser analisados por um especialista, para que, não só a gestação corra de maneira tranquila e segura tanto para a mãe quanto para o bebê, mas também para orientação nos cuidados após a gestação”, afirma a médica, pós-graduada em endocrinologia e metabologia, Dra. Carolina Mantelli Borges.

Este acompanhamento torna-se ainda mais necessário em mulheres que já têm problemas de hipotireoidismo ou hipertireoidismo e é obesa. Além disso, toda gestante deve fazer um teste oral de tolerância à glicose entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, para verificar a ocorrência de diabetes gestacional. Entenda com detalhes como este profissional pode te ajudar, em entrevista completa com a Dra. Carolina. Confira:

 Quais as principais modificações hormonais em uma mulher grávida?

Os hormônios são de grande importância durante a gestação, os principais são: a progesterona, a gonadotropina coriônica humana (Hcg), o estrogênio, o lactogênio placentário humano (Hpl) e a somatomamotropina coriônica humana. Cada um desses hormônios tem sua função e importância durante a gestação, por isso é necessário mantê-los nos seus níveis adequados.

O segundo e o terceiro trimestres, por exemplo, são um período de grande importância para o desenvolvimento nutricional do feto. Neste momento, é essencial ter os cuidados adequados em relação ao ganho de peso, ingestão certa de nutrientes e estilo de vida tranquilo e saudável.

Qual o tratamento indicado para hipertireoidismo antes e durante a gravidez?

O mais adequado seria, se antes de engravidar, a mulher já tivesse tratado e resolvido o hipertireoidismo. No entanto, se isto não for possível, não há motivos para desespero. A gestante deverá buscar ajuda de seu endocrinologista, que irá lhe orientar quanto ao uso em dosagens mínimas de drogas antitireoidianas.

Geralmente, em casos de hipertireoidismo, os problemas para o bebê são de aumento nos batimentos cardíacos e o risco de nascer prematuro. As grávidas que apresentaram quadro de hipertireoidismo durante a gravidez devem continuar visitando periodicamente seu endocrinologista por, pelo menos, mais 12 meses após o nascimento do bebê.

Quais os cuidados necessários durante a gravidez, nos casos de mãe com hipotireoidismo? 

O ideal é que a mulher portadora de hipotireoidismo procure seu endocrinologista assim que souber que está grávida, pois sua medicação muito possivelmente terá que ser reajustada para proteção de seu bebê.  A deficiência dos hormônios produzidos pela glândula tireoide pode gerar hipotireoidismo e, na gravidez, isso pode provocar complicações para a mãe e para o bebê.

A falta de hormônio tende a levar a sérios problemas, como abortamento de repetição, anemia, risco de eclampsia, hemorragia pós-parto e parto prematuro. Além disso, a parte neurocognitiva do bebê corre risco de ser seriamente comprometida, causando um atraso no desenvolvimento psicomotor da criança.

Em mulheres que engravidam durante o tratamento de hipotireoidismo, a dosagem do hormônio pode prejudicar o bebê?

Muito pelo contrário! A reposição hormonal neste período se faz mais necessária do que nunca. As gestantes normalmente podem apresentar algum tipo de receio ao tomar a medicação durante a gestação, porém devem ficar tranquilas e procurar seu médico assim que engravidarem, para que ele possa lhe auxiliar em todas essas dúvidas e lhe dar as explicações necessárias para que a nova mamãe se sinta plenamente bem e segura. O hipotireoidismo bem controlado não trará qualquer prejuízo ao feto.

Quais as consequências de um aumento excessivo de peso na gravidez?

A gestação está incluída na lista dos fatores clássicos desencadeantes da obesidade. A incidência de diabetes gestacional em mulheres obesas é três vezes maior que na população geral. Gestantes obesas também são mais propensas a terem pré-eclampsia (situação gravíssima), trabalho de parto prolongado, parto pós-termo, infecção puerperal, hospitalização prolongada, maior dificuldade para amamentar e infecções do trato urinário no decorrer da gestação.

O ganho de peso maior que o recomendado pode levar a complicações durante a gestação, além de contribuir para a retenção de peso pós-parto e, assim, para o desenvolvimento da obesidade e suas complicações ao longo da vida.

Quais os sintomas do diabetes gestacional? Existem mulheres mais ou menos propensas à doença?

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher! Não sendo comum a presença de sintomas e por esse motivo requer o dobro de atenção e cuidado.  É recomendado que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez, como está a glicose em jejum e a glicemia após estímulo da ingestão de glicose.

Você possui maior risco de desenvolver diabetes gestacional se: engravidar com mais de 25 anos, sobrepeso ou obesidade ao engravidar, ganho de peso excessivo durante a gestação, possuir histórico familiar de diabetes, possuir hipertensão, síndrome dos ovários policísticos, apresentar líquido amniótico em excesso, história prévia de bebês grandes com mais de quatro quilos, tiver passado por aborto espontâneo anteriormente de causa indeterminada ou tiver tido um natimorto. Porém, se a mãe fizer um controle glicêmico adequado com seu médico endocrinologista durante a gestação, estas complicações podem ser evitadas.

Fonte: manualdamamae.com


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